Epilepsia


A epilepsia é caracterizada por convulsões (conhecidas popularmente como “ataques”) que se repetem com maior ou menor freqüência durante a vida do animal. Ela pode ser idiopática (epilepsia primária) ou adquirida (epilepsia secundária). A causa mais comum de convulsões em cães é a epilepsia primária, e se caracteriza por episódios repetidos de convulsões sem nenhuma causa identificável. Os cães acometidos são normais entre as crises. O que leva estes animais a apresentarem este quadro é um ”mau funcionamento” de uma área cerebral. Em gatos é incomum a epilepsia primária. Cães de raças como o Pastor Alemão, Beagle, Dachshund, São Bernardo, Cocker Spaniel, Setter Irlandês, Boxer, Husky Siberiano, Malamute do Alasca, Border Collie, Poodle Miniatura, Fox Terrier, Labrador Retriever e Golden Retriever são as mais comumente acometidas. As demais raças de cães e aqueles sem raça definida também podem desenvolver a doença embora com menor freqüência. As convulsões normalmente iniciam-se entre 6 meses e 3 anos de idade, embora não sejam observadas até os 5 anos de idade em alguns cães. Em grande parte dos casos, as convulsões são generalizadas, isto é, ocorre perda da consciência, o animal pode vir a urinar e defecar, além de apresentar “movimentos de pedalar” durante o episódio. O tempo de duração costuma ser de 1 a 2 minutos. Os intervalos entre as convulsões freqüentemente são regulares, podendo ser de semanas ou meses. Com o avançar da idade, a freqüência e a gravidade das convulsões pode aumentar, especialmente e cães de raças grandes. Entre outras causas de convulsão, podemos citar animais que tiveram trauma crânio-encefálico, intoxicação, acidente vascular cerebral (“derrame”), doença inflamatória do sistema nervoso central, insuficiência renal, insuficiência hepática ou doença metabólica que leve a hipoglicemia (diminuição dos níveis de glicose no sangue). Estes indivíduos estão no grupo dos animais que possuem epilepsia adquirida. A medicação anticonvulsivante é o único tratamento possível para a epilepsia primária ou adquirida, entretanto, nem todos os animais com epilepsia primária requerem terapia anticonvulsivante. Os animais que tiverem apenas uma convulsão e aqueles que têm convulsões curtas, não-violentas ou raras não necessitam de tratamento a menos que a sua condição progrida. O tratamento está indicado para cães e gatos com convulsões graves ou que ocorram mais de uma vez a cada 4 a 6 semanas. O proprietário do animal deve participar da decisão de iniciar a terapia, uma vez que os esquemas de administração das medicações são muito rígidos. A droga de escolha para o tratamento inicial e crônico da epilepsia é o fenobarbital, e deve ser administrada sempre a cada 12 horas. Alguns animais não respondem bem a terapia com fenobarbital, e concomitantemente devem ser medicados com brometo de potássio. Todos os animais com epilepsia e que estejam em tratamento, devem ser reavaliados a cada 6 meses, mesmo que as convulsões estejam controladas. Exames como a dosagem sangüínea de fenobarbital (quantidade da medicação no organismo) e de algumas enzimas hepáticas são obrigatórias, uma vez que esta medicação apresenta certa toxicidade para o fígado. Caso seu cão apresente algum dia convulsão, não se desespere, apenas segure o animal junto ao chão para que ele não se machuque ao se debater e evite colocar a mão ou a face próximas à boca do animal, pois ele pode morder você involuntariamente. Geralmente, o episódio dura poucos segundos ou minutos, o cão volta semi-consciente e sem entender bem o que ocorreu mas logo volta ao normal. É importante ressaltar que um ou poucos episódios convulsivos não irão levar o animal a óbito. Após o término do “ataque”, procure seu veterinário de confiança.

para descobrir a causa da convulsão e medicar o animal se necessário.

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